FGTS em Atraso Pode Gerar Rescisão Indireta: Entenda os Riscos para sua Empresa
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
FGTS em Atraso Pode Gerar Rescisão Indireta: Entenda os Riscos para sua Empresa
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um dos principais direitos dos trabalhadores brasileiros e sua correta recolha é uma obrigação legal do empregador. Nos últimos anos, a Justiça do Trabalho tem reforçado o entendimento de que a falta de depósitos do FGTS pode trazer consequências sérias para as empresas, inclusive o reconhecimento da chamada rescisão indireta do contrato de trabalho.
O que é a rescisão indireta?
A rescisão indireta ocorre quando o empregado solicita o encerramento do contrato por culpa do empregador, em razão de faltas graves cometidas pela empresa.
Quando reconhecida pela Justiça do Trabalho, o trabalhador passa a ter direito às mesmas verbas de uma demissão sem justa causa, incluindo:
- Aviso-prévio;
- Saldo de salário;
- 13º salário proporcional;
- Férias vencidas e proporcionais acrescidas de 1/3;
- Saque do FGTS;
- Multa de 40% sobre o FGTS;
- Seguro-desemprego, quando preenchidos os requisitos legais.
O que mudou no entendimento da Justiça?
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) consolidou o entendimento de que o não recolhimento do FGTS constitui falta grave do empregador e pode justificar a rescisão indireta.
Além disso, foi reforçado que o trabalhador não perde esse direito apenas porque continuou trabalhando após descobrir a irregularidade.
Isso acontece porque o FGTS é considerado uma obrigação de trato sucessivo, ou seja, renova-se mês a mês. Cada competência sem recolhimento representa uma nova infração trabalhista.
Qualquer atraso no FGTS gera rescisão indireta?
Não.
A análise depende do caso concreto. Em geral, a Justiça avalia fatores como:
- Quantidade de meses sem recolhimento;
- Valor devido;
- Frequência das irregularidades;
- Tempo de duração da inadimplência;
- Impacto da conduta da empresa na relação de trabalho.
Atrasos pontuais e rapidamente regularizados costumam receber tratamento diferente de situações em que o FGTS permanece sem recolhimento por vários meses ou anos.
Quais os riscos para as empresas?
Além da obrigação de regularizar os depósitos, a empresa pode enfrentar:
- Reclamações trabalhistas;
- Pagamento de verbas rescisórias;
- Multa de 40% sobre o FGTS;
- Honorários advocatícios;
- Custos processuais;
- Fiscalizações dos órgãos competentes;
- Aumento do passivo trabalhista.
Dependendo da quantidade de funcionários afetados, o impacto financeiro pode ser significativo.
Como evitar problemas?
Algumas medidas preventivas são essenciais:
✅ Conferir mensalmente os recolhimentos do FGTS;
✅ Manter controle das guias e comprovantes de pagamento;
✅ Regularizar rapidamente eventuais atrasos;
✅ Formalizar parcelamentos quando necessário;
✅ Realizar auditorias periódicas na folha de pagamento;
✅ Contar com acompanhamento contábil e trabalhista especializado.
Conclusão
O recolhimento correto do FGTS vai muito além do cumprimento de uma obrigação legal. Ele representa segurança para o trabalhador e proteção para a empresa contra passivos trabalhistas.
Com o posicionamento atual da Justiça do Trabalho, empresas que mantêm depósitos em atraso devem redobrar a atenção, pois a irregularidade pode resultar não apenas em cobranças de valores devidos, mas também na rescisão indireta do contrato de trabalho, com custos elevados para o negócio.
Sua empresa está com o FGTS em dia?
A Reluc Assessoria Contábil e de Negócios pode ajudar sua empresa a revisar obrigações trabalhistas, regularizar pendências e reduzir riscos fiscais e trabalhistas.
📞 (11) 93725-1381
www.relucassessoria.com.br
@assessoria.reluccontabilidade
Reluc Assessoria Contábil e de Negócios
Transformando obrigações em segurança para sua empresa.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos

Comentários
Postar um comentário